Bons motivos para não comprar produtos piratas

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Considerado pela Interpol o delito do século 21, a pirataria ainda é amplamente difundida do Brasil. Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Ibope, por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que 71% dos brasileiros adquirem produtos piratas e imitações de marcas famosas, dado que destaca a aceitação do crime de pirataria por parte da sociedade.

Para Marici Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Licenciamento (ABRAL), instituição sem fins lucrativos que defende a legalidade do mercado e desenvolve campanhas de conscientização acerca do tema, essa sensação de normalidade é fruto da falta de entendimento das consequências que envolvem a prática do crime, sejam socioeconômicas, éticas ou até mesmo ambientais. “Quando a sociedade em massa decide normalizar e apoiar o crime organizado ao consumir conscientemente um produto pirata, ela passa a viver num eterno contrassenso moral”, comenta.
Para contribuir com a conscientização da população e desestimular o consumo de produtos pirateados, a ABRAL separou 5 bons motivos para não incentivar esse comércio:

– São ilegais e podem até te levar à prisão
Os produtos piratas são ilegais e, ainda que muitos não saibam, comprar mercadoria falsificada também pode ser considerado como crime de receptação.

– Têm qualidade inferior
Comercializados sem qualquer tipo de teste ou certificação mínima de qualidade, os piratas são produzidos com materiais de procedência duvidosa, acabamentos mal executados e oferecem riscos aos consumidores.

– Oferecem riscos para a saúde
Além de deixar a desejar no quesito qualidade (e justamente pela falta dela), os produtos piratas muitas vezes chegam a oferecer riscos à saúde dos consumidores, especialmente os destinados ao público infantil. É o caso de itens desenvolvidos com materiais como tintas que contém metais pesados e cancerígenos (cádmio, chumbo e mercúrio), componentes sem encaixe e problemas de funcionamento, entre diversos outros agravantes.

– Fortalecem o crime organizado
“O consumidor precisa ser advertido que, por trás desses produtos, estão organizações criminosas que também atuam com drogas, armas e munições”, alerta o Dr. Márcio Gonçalves, citando as conexões já conhecidas entre o mercado da pirataria e facções que atuam em diversas frentes ilegais de negócios altamente lucrativos.

– Prejudicam a economia do País
Apenas em 2016, a pirataria e o contrabando causaram prejuízos na ordem de R$ 130 bilhões para o País, segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

Para o Dr. Márcio Costa de M. e Gonçalves, diretor jurídico da ABRAL, “ao buscar esse tipo de comércio, o cidadão está contribuindo para o aumento da violência, a diminuição na arrecadação de impostos e a falta de empregos”. Para ele, o melhor caminho é apostar em conscientização para reverter a cultura de aceitação da prática, em uma integração entre políticas punitivas mais rígidas e a conscientização da sociedade.

Fonte – ABRAL – Associação Brasileira de Licenciamento

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