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Exame de sangue para Alzheimer começa a ser feito no Brasil

Um exame de sangue agora pode antecipar sinais do Alzheimer anos antes dos primeiros esquecimentos, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce no Brasil.

A investigação da doença de Alzheimer ganha um novo capítulo com a chegada do teste baseado em biomarcadores plasmáticos, agora processado integralmente no país. Disponibilizado pelo DB Diagnósticos por meio da linha Memora, o exame permite identificar alterações biológicas associadas à doença antes mesmo do surgimento dos sintomas clínicos.

Pela primeira vez conseguimos oferecer uma alternativa mais acessível, realizada no país e respaldada por evidências científicas.

A análise é feita a partir de proteínas presentes no sangue que refletem alterações típicas do Alzheimer. Segundo Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de Produto do DB Diagnósticos, o avanço dos biomarcadores plasmáticos muda o cenário da investigação clínica ao oferecer uma ferramenta menos invasiva e mais acessível para médicos e pacientes.

Do invasivo ao acessível

Até pouco tempo, a confirmação de alterações relacionadas ao Alzheimer dependia de exames como o PET cerebral ou da análise do líquido cefalorraquidiano, obtido por punção lombar. Além de invasivos, esses métodos têm custo elevado e disponibilidade limitada.

O novo exame, por outro lado, utiliza uma coleta convencional de sangue. Isso permite que amostras sejam coletadas em diferentes regiões e enviadas para processamento na unidade do DB Diagnósticos em Sorocaba (SP), ampliando o alcance da tecnologia.

Mudança no tempo do diagnóstico

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por até 70% dos casos. A projeção é que esse número ultrapasse 150 milhões até 2050. No Brasil, aproximadamente 1,8 milhão de pessoas convivem com a doença.

A possibilidade de identificar alterações anos antes dos sintomas abre espaço para acompanhamento mais estruturado e decisões clínicas mais informadas. O exame não substitui a avaliação médica, mas atua como apoio na investigação, especialmente em casos de comprometimento cognitivo leve ou suspeita de demência.

Processamento nacional acelera acesso

Outro ponto central da novidade é o processamento 100% nacional, com uso de kits diagnósticos registrados na Anvisa. Antes, amostras precisavam ser enviadas ao exterior, o que limitava o acesso e aumentava o tempo de resposta.

A incorporação dos biomarcadores plasmáticos segue uma tendência internacional na investigação de doenças neurodegenerativas. Ao transformar uma coleta simples em ferramenta de análise avançada, a tecnologia amplia o acesso a informações que podem influenciar diretamente a condução clínica e a qualidade de vida dos pacientes.

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