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Perda de massa muscular após os 60 acende alerta para a sarcopenia

A aceleração no declínio de massa muscular a partir dos 60 anos amplia o risco de perda de autonomia e exige estratégias nutricionais assertivas para combater a sarcopenia.

O avanço no número de pessoas idosas no país coloca em evidência a necessidade de proteger o sistema muscular ao longo do tempo. Quando a redução de massa, força e função física se intensifica, o risco de quedas e limitações cotidianas cresce de forma expressiva, exigindo uma combinação de atividade de força e ajuste alimentar diário.

A massa muscular merece atenção a partir dos 30 anos, quando tem início um declínio natural e gradual. Depois dos 60, essa perda pode acelerar e elevar os riscos de quedas, redução da mobilidade e perda de independência.

O alerta ganha relevância no contexto do Dia do Nutricionista, celebrado em 31 de agosto, com orientações da nutricionista Dra. Aline Maldonado, consultada pela SupraSoy. A especialista reforça que o cuidado com o tecido muscular não deve ficar restrito à terceira idade, já que o processo natural de desgaste se inicia décadas antes.

O papel do aporte proteico no organismo

A quantidade diária de nutrientes faz diferença na manutenção física. Recomendações da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) indicam de 1 a 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal ao dia para idosos saudáveis. Estudos na área associam a ingestão insuficiente de nutrientes estruturais ao aumento de riscos para a saúde e mortalidade.

Com o passar dos anos, o corpo pode apresentar alterações de paladar, menor apetite e um fenômeno denominado resistência anabólica, em que a musculatura passa a responder menos ao estímulo proteico. Para contornar esse quadro, a distribuição das porções entre todas as refeições do dia torna-se mais eficaz do que concentrar o consumo apenas no almoço ou no jantar.

Fontes de origem animal e vegetal podem compor a rotina, combinando ovos, carnes, leite, feijão, lentilha, grão-de-bico e soja. Para quem enfrenta problemas de mastigação ou falta de apetite, pratos em texturas macias — como purês, carnes desfiadas, cremes e vitaminas — auxiliam na aceitação.

Critérios para a suplementação nutricional

A inclusão de suplementos ou alimentos em pó à base de proteína vegetal surge como alternativa para agregar valor nutricional a preparos do cotidiano sem expandir o volume das refeições. Contudo, alcançar a faixa dos 60 anos não determina o uso automático de complementos.

A indicação depende de avaliações individuais, sendo recomendada quando a dieta regular não supre a demanda ou em quadros de perda involuntária de peso e recuperação cirúrgica. Indivíduos com doenças renais crônicas ou condições hepáticas precisam de cautela redobrada, evitando alterações sem acompanhamento clínico profissional.

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