O cartão por aproximação já faz parte da rotina de 60% dos brasileiros com mais de 60 anos, avanço de 25 pontos percentuais em dois anos.
O pagamento por aproximação deixou de ser associado apenas aos consumidores mais jovens. Dados da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, mostram que seis em cada dez consumidores 60+ usam a modalidade no cotidiano para pagar compras com cartão. Em junho de 2024, o índice era de 35%.
“O pagamento com cartão por aproximação já está incorporado ao dia a dia de todas as gerações.”
Para Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente executivo da Abecs, a adesão está ligada à combinação entre praticidade e segurança. “Essa ampla adesão ocorre porque, no fim das contas, o consumidor, desde o mais jovem até o de maior idade, deseja pagar com praticidade e segurança, e é exatamente isso que a modalidade oferece”, afirma.

Cartão físico lidera entre o público 60+
Entre os consumidores com mais de 60 anos, o cartão físico é a principal forma de concluir transações por aproximação: 89% aproximam o próprio cartão para pagar. Já 14% utilizam o celular como dispositivo de pagamento, com o cartão inserido em uma carteira digital.
Na comparação com todas as faixas etárias, 65% optam pelo cartão físico, 41% pelo celular e 2% pelo relógio. Os jovens de 18 a 24 anos lideram o uso da modalidade, com 86%, seguidos pelos grupos de 25 a 24 anos, com 82%, de 35 a 44 anos, com 73%, e de 45 a 59 anos, com 69%.
Rapidez pesa na escolha
A satisfação com a experiência é quase unânime: 93% dos usuários apontam comodidade, praticidade e rapidez como principal benefício. É o maior nível registrado desde o início da série histórica da pesquisa da Abecs.
Também cresceu a percepção de praticidade por não precisar digitar senha. Essa vantagem foi citada por 47% dos entrevistados, contra 38% em setembro de 2025: alta de nove pontos percentuais em seis meses.
Modalidade movimentou R$ 1 trilhão
O pagamento por aproximação já integra o cotidiano de 73% dos usuários de cartão no Brasil. No primeiro semestre de 2026, a modalidade movimentou R$ 1 trilhão, alta de 18,5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o balanço mais recente da Abecs.
A tecnologia representa 76,2% das transações presenciais realizadas no país.