O percarbonato de sódio pode ajudar a remover manchas difíceis, desde que a quantidade, o tempo de contato e a compatibilidade do material sejam respeitados.
O percarbonato de sódio ganhou espaço após viralizar por sua capacidade de auxiliar na limpeza de manchas e sujeiras mais resistentes. Em contato com a água, o composto libera oxigênio ativo e atua como alvejante e tira-manchas em tarefas que vão da lavanderia à limpeza de superfícies.
Livre de cloro, perfumes e corantes, o produto é biodegradável e se decompõe em água, oxigênio e carbonato de sódio. Pode ser usado em roupas brancas e coloridas, além de azulejos, rejuntes e plásticos, desde que haja indicação e compatibilidade com cada material.
“A quantidade, o tempo de contato e o tipo de material precisam ser considerados para que o consumidor aproveite seus benefícios sem correr riscos de danificar a superfície ou a peça.”
A orientação é de Rafael Alves dos Santos, especialista em limpeza da Ecoville, rede especializada em produtos de limpeza com sede em Cambuí (MG). Segundo ele, o consumidor deve ler o rótulo antes da compra e conferir as finalidades indicadas, a forma de aplicação e os cuidados necessários.

Molho pode reforçar a lavagem
Na lavanderia, o percarbonato pode ser usado no tratamento de roupas brancas e coloridas com manchas e resíduos difíceis, assim como em panos de prato muito engordurados. Sangue, vinho, suor e gordura estão entre as sujidades citadas pelo especialista.
A recomendação é deixar as peças de molho com cerca de duas colheres de sopa de percarbonato para cada litro de água quente, por pelo menos três horas. Depois desse período, elas podem seguir para a máquina de lavar com o sabão em pó ou líquido habitual, no ciclo normal de lavagem.
Antes da aplicação, é necessário verificar a etiqueta das roupas e as recomendações do fabricante, principalmente em peças delicadas ou que tenham alguma restrição específica.
Azulejos e rejuntes exigem compatibilidade
Fora do guarda-roupa, o produto também pode ser aplicado em azulejos, rejuntes e plásticos. A indicação, porém, não elimina a necessidade de conferir se a superfície é compatível e de seguir as instruções específicas de uso.
Em caso de dúvida, a recomendação é testar previamente a solução em uma pequena área. Também não se deve deixar o produto em contato com o tecido ou a superfície por mais tempo do que o indicado.
O excesso não melhora o resultado
Um dos principais cuidados é evitar misturas improvisadas com outros produtos de limpeza. Para Rafael, aumentar a quantidade de percarbonato na tentativa de obter uma limpeza mais intensa não é necessário e pode elevar o risco de danos ao material e à saúde.
“O excesso não significa maior eficiência e pode aumentar o risco de danos ao material e à própria saúde.”
O especialista reforça que o percarbonato é eficiente e versátil quando empregado corretamente. A chave, segundo ele, está em conhecer a finalidade do produto, respeitar as quantidades indicadas e entender as características do material que será tratado.