- Setembro Lilás: campanha de conscientização sobre a doença de Alzheimer
- Fonte: Libbs
- Crédito: Freepik
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Setembro Lilás destaca que Alzheimer não tem cura, mas tem tratamento capaz de retardar a doença e preservar autonomia de pacientes e cuidadores.
A campanha Setembro Lilás chega em setembro de 2026 com uma mensagem clara: embora ainda não tenha cura, a doença de Alzheimer pode e deve ser tratada. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo dos pacientes.
A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no mundo, representando entre 60% e 80% dos casos diagnosticados. Caracterizada pela perda progressiva das funções cognitivas, compromete memória, linguagem, orientação, raciocínio e capacidade funcional, tornando o paciente cada vez mais dependente para as atividades do dia a dia.
O diagnóstico da doença de Alzheimer não encerra as possibilidades terapêuticas. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de planejar o tratamento, controlar sintomas e oferecer suporte adequado ao paciente e à família.
Segundo o neurologista Dr. Antônio Eduardo Damin, médico consultor da Libbs, mesmo sem cura há muito o que pode ser feito para promover qualidade de vida. As terapias atualmente disponíveis, associadas a intervenções não farmacológicas e acompanhamento multiprofissional, podem contribuir para a melhora dos sintomas e retardar sua progressão.

Tratamento vai além dos medicamentos
Além do tratamento medicamentoso quando indicado, as diretrizes internacionais recomendam intervenções como estimulação cognitiva, atividade física regular, manejo dos sintomas neuropsiquiátricos e adaptação do ambiente para reduzir riscos de quedas e acidentes. Essas medidas devem ser individualizadas conforme o estágio da doença e as necessidades de cada paciente.
Cuidar de quem cuida é parte do tratamento
Outro aspecto frequentemente negligenciado é o impacto da doença de Alzheimer sobre quem assume a função de cuidador. Familiares e cuidadores profissionais convivem diariamente com mudanças progressivas no comportamento, na comunicação e na autonomia do paciente, além das demandas relacionadas aos cuidados físicos e administração de medicamentos.
Estudos mostram que cuidadores de pessoas com demência apresentam maior risco de desenvolver sintomas de ansiedade, depressão, estresse crônico, distúrbios do sono e sobrecarga emocional quando comparados à população geral. A intensidade dessa sobrecarga tende a aumentar conforme a doença evolui.
Preservar o bem-estar do cuidador também faz parte do tratamento, porque um cuidador sobrecarregado tem mais dificuldade para oferecer assistência segura e contínua.
Dr. Antônio Eduardo Damin ressalta que cuidar de uma pessoa com doença de Alzheimer exige disponibilidade física, emocional e, muitas vezes, financeira. É comum que familiares priorizem completamente as necessidades do paciente e deixem de cuidar da própria saúde.
Serviço
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