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Erros e automedicação colocam em risco o tratamento na terceira idade

Erros nos horários, combinações inadequadas e o uso de remédios por conta própria podem comprometer seriamente a segurança dos tratamentos de saúde na terceira idade.

O avanço da idade costuma trazer a necessidade de utilizar medicamentos de forma contínua para controlar diferentes condições clínicas. Quando múltiplos fármacos passam a integrar o dia a dia, a organização rigorosa e o acompanhamento profissional tornam-se indispensáveis para afastar o perigo de interações prejudiciais e efeitos indesejados. O cuidado diário salva vidas.

É importante que o idoso tenha clareza sobre os medicamentos que utiliza e não tenha receio de perguntar quando surgir alguma dúvida. Muitas vezes, uma orientação simples sobre horário, forma de utilização ou armazenamento pode fazer diferença para a segurança do tratamento

Com a proximidade do Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o alerta recai sobre práticas arriscadas que ainda persistem na rotina doméstica. Tomar remédios por iniciativa própria, reaproveitar receitas antigas ou aceitar indicações de parentes e conhecidos traz sérios perigos, sobretudo para quem já ingere outras substâncias diariamente.

A reflexão sobre esse cenário parte do farmacêutico Maurício Filizola, presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, no Ceará, e diretor da CDL Fortaleza. O especialista destaca que a polifarmácia — caracterizada pelo consumo simultâneo de diversos remédios — não indica, por si só, uma falha na conduta médica. Na maioria das vezes, essa multiplicidade é indispensável para estabilizar o quadro clínico do paciente.

Erros e automedicação colocam em risco o tratamento na terceira idade
Foto: Divulgação

Remédios que exigem vigilância redobrada

Determinadas classes terapêuticas demandam atenção estrita quando administradas a pessoas idosas. O grupo inclui anticoagulantes, medicamentos com ação no sistema nervoso central, sedativos, formulações para controle de diabetes e pressão arterial, além de analgésicos e anti-inflamatórios específicos.

A regra fundamental consiste em nunca suspender ou evitar o tratamento, mas sim segui-lo minuciosamente conforme a prescrição médica. Mudar dosagens, antecipar horários, atrasar ingestões, combinar substâncias sem aval ou interromper o uso por conta própria desestabiliza a terapia. A rotina exige disciplina.

Médicos e farmacêuticos precisam estar cientes de absolutamente tudo o que o paciente consome. Isso abrange fórmulas de uso contínuo, remédios esporádicos, vitaminas, suplementos alimentares e produtos fitoterápicos. A comunicação aberta permite que os profissionais identifiquem interações nocivas antes que causem danos.

Passos simples para blindar o dia a dia contra enganos

Estruturar uma rotina clara e organizada é o caminho mais eficaz para prevenir falhas na administração dos remédios. Medidas práticas ajudam a garantir a administração correta e protegem o bem-estar do idoso:

Para apoiar o público nessas questões cotidianas, a Rede de Farmácias Santa Branca disponibiliza consultório farmacêutico em todas as suas unidades. O espaço permite que os clientes conversem diretamente com profissionais para sanar dúvidas a respeito de horários, posologia, vias de administração e conservação dos produtos.

O suporte técnico se torna ainda mais relevante para quem gerencia terapias complexas ou depende do auxílio de cuidadores e familiares no dia a dia. Manter o diálogo frequente com os especialistas e buscar esclarecimentos diante de qualquer incerteza são atitudes diretas que garantem a segurança do tratamento.

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