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Experiências exclusivas viram o novo símbolo do mercado de luxo

O mercado consumidor de alta renda transforma a lógica do consumo premium ao trocar a posse de bens materiais por vivências inéditas e acesso exclusivo.

A busca por itens materiais cede espaço para jornadas focadas em personalização e memórias marcantes. Carros esportivos, relógios refinados e imóveis de alto padrão dão lugar ao turismo focado na essência de cada momento. O valor reside no vivido.

O consumo se transforma.

O cliente não está comprando apenas uma viagem para a Itália. Ele está investindo em uma combinação de acesso, relacionamento, conhecimento e experiências que dificilmente conseguiria construir sozinho.

Experiências exclusivas viram o novo símbolo do mercado de luxo
Foto: Divulgação

Bastidores e gastronomia em alta velocidade

Um exemplo desse movimento é a Driveness, empresa voltada para experiências automobilísticas de luxo. A companhia promove uma jornada pela Itália ao lado de Felipe Massa, ex-piloto de Fórmula 1 e embaixador da marca. Com custo aproximado de R$ 500 mil por casal, o roteiro une automobilismo, alta gastronomia e acesso a locais restritos.

Durante o percurso, os viajantes visitam locais ligados à Ferrari e percorrem autódromos históricos. A programação inclui restaurantes com estrelas Michelin e vivências em vinícolas locais.

A presença do ex-piloto garante imersão direta nos bastidores das pistas. O projeto é liderado por Gustavo Zschaber, fundador e CEO da empresa, que destaca a relevância de criar conexões genuínas em torno de paixões específicas.

Marcas globais investem no afeto e na memória

A transição no comportamento de consumo atinge múltiplos setores da indústria internacional. Fabricantes de automóveis organizam testes em autódromos e viagens internacionais. Grifes de moda expandem suas operações para a criação de hotéis, cafés e restaurantes exclusivos. O propósito é fortalecer vínculos emocionais duradouros.

No setor de viagens, os consumidores selecionam o itinerário a partir de interesses pessoais. Arte, gastronomia, vinhos, música e esportes assumem o papel principal na escolha das rotas. Os meios de hospedagem e atrações tornam-se parte de um enredo maior.

Foto: Divulgação

Escassez e tempo ditam o novo padrão de sofisticação

Especialistas reforçam que a escassez, a curadoria e o acesso exclusivo orientam o segmento de viagens de paixão. O cliente busca ofertas difíceis de reproduzir individualmente ou em larga escala. Nesse cenário, o tempo e o relacionamento representam os ativos de maior valor percebido.

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