A Fundação Vanzolini criou uma chancela voltada a estabelecimentos comerciais e de serviços para garantir acessibilidade, segurança e conforto para a população idosa.
O Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, abre espaço para uma discussão cada vez mais relevante no Brasil: como preparar estabelecimentos comerciais e de serviços para uma população que envelhece, permanece ativa e deseja manter sua autonomia no dia a dia.
É nesse contexto que a Fundação Vanzolini desenvolveu o Selo Acolhe, uma chancela voltada a espaços que buscam oferecer melhores condições de acesso, segurança, conforto e atendimento ao público 60+, além de pessoas com baixa mobilidade ou deficiências sensoriais.
Mais do que rampas e banheiros adaptados, a avaliação considera aspectos que muitas vezes passam despercebidos, mas podem comprometer a experiência e a independência das pessoas idosas.

Barreiras invisíveis no atendimento e na infraestrutura
A proposta parte de uma visão ampliada de acessibilidade. A avaliação considera aspectos como iluminação inadequada, excesso de ruído, corredores estreitos, sinalização pouco legível, produtos fora de alcance, atendimento exclusivamente digital e falta de preparo das equipes.
O selo verifica critérios relacionados à infraestrutura, segurança, conforto, comunicação e atendimento humanizado, oferecendo aos estabelecimentos um referencial para identificar barreiras e aprimorar a experiência dos clientes.
Exemplos práticos de adaptação para a longevidade
Entre os espaços que já conquistaram o Selo Acolhe estão a Drogamax, em São José do Rio Preto, e o Espaço Sinimbu, em São Paulo, exemplos que ajudam a mostrar, na prática, como empresas estão adaptando seus ambientes e serviços às novas demandas da longevidade.
Baseado em diretrizes de normas como a ABNT NBR 9050, ABNT NBR 9077 e A2S, o Selo Acolhe pode ser aplicado a diferentes segmentos, incluindo restaurantes, clínicas, hospitais, supermercados, shopping centers, farmácias, bancos e hotéis.
A pauta discute, a partir da experiência da Fundação Vanzolini e de estabelecimentos certificados, o que ainda precisa mudar para que o Brasil esteja preparado para receber, com autonomia, segurança e respeito, uma população 60+ cada vez maior.