Com a inclusão dos trombolíticos nas UPAs, pacientes com infarto poderão ter uma alternativa de tratamento mais próxima enquanto o encaminhamento especializado é organizado.
A ampliação da oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), pode reduzir o intervalo até o começo do cuidado a pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). A medida foi sancionada em 2 de setembro e é considerada um avanço pela Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS).
Os trombolíticos dissolvem coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea. Conforme avaliação médica, eles podem ser utilizados sobretudo quando a angioplastia não está disponível dentro do tempo recomendado.
“Em um infarto, o tempo é determinante. Quanto mais rápido conseguimos restabelecer o fluxo de sangue para o coração, maiores são as chances de preservar o músculo cardíaco e reduzir complicações.”

Uma alternativa antes da angioplastia
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. Muitas pessoas procuram primeiro a unidade de saúde mais próxima, que, em diversos municípios, é uma UPA.
Com estrutura adequada, diagnóstico rápido e indicação clínica, o trombolítico pode ser administrado enquanto o encaminhamento a um serviço de referência é organizado. A proposta da nova legislação é ampliar a disponibilidade desses medicamentos na rede pública.
Impacto fora dos centros especializados
Para o presidente da SOCERGS, Dr. André Luís Câmara Galvão, o principal impacto pode ocorrer em regiões mais distantes de centros especializados. “Ampliar o acesso aos trombolíticos significa aumentar a possibilidade de iniciar o tratamento no momento em que ele é mais necessário”, afirma.
Ele acrescenta que nem todos os municípios têm um serviço de hemodinâmica próximo. “Oferecer uma alternativa terapêutica segura dentro da rede de urgência pode representar uma diferença importante no prognóstico desses pacientes”, diz.
Atenção aos sinais
A ampliação reforça a necessidade de uma rede preparada para reconhecer rapidamente os sinais do infarto e iniciar a conduta adequada. Em caso de suspeita de infarto ou de qualquer doença cardiovascular, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Para avaliar fatores de risco e acompanhar a saúde do coração, consulte um médico cardiologista.
