Quarenta anos após assistir à primeira edição do Rock in Rio da plateia, Badi Assad retorna ao festival com TRANSFORMA, show que celebra seus 60 anos de vida e 35 de reinvenções musicais.
A artista se apresenta em 12 de setembro, às 15h, no Palco Village, com um espetáculo criado para atravessar diferentes fases de sua discografia. A apresentação acompanha também o recém-lançado álbum Badi Assad – 35 Anos Musicais, que revisita seu repertório.
Em 1985, Badi Assad estava entre o público da primeira edição do festival. Agora, ocupa o palco levando uma trajetória construída entre voz, violão, percussão corporal e movimento, elementos que se encontram em sua linguagem artística.
“TRANSFORMA é um convite para mergulhar no mundo e em nós mesmos, encarar as mazelas que nos cercam — e para as nossas próprias -, celebrar as diferenças, a natureza das coisas e encontrar a coragem de mudar.”

Uma história em quatro tempos
Ao lado do diretor Deco Gedeon, Badi constrói uma narrativa dividida em O Mundo, O Indivíduo, o Humano e A Vida. O percurso começa pelas desigualdades que silenciam, passa pelas transformações pessoais e pela diversidade do pertencimento feminino, até chegar a uma celebração comunitária de afeto e alegria.
As canções de Badi se cruzam com obras de Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gonzaguinha, Baiana System, Lenine, Nando Reis, Raul Seixas, Asian Dub Foundation / Sinéad O’Connor, Lorde e Mumford & Sons. O repertório inclui ainda composições em parceria com Jeff Young, Otto e André Abujamra.
“Dirigir TRANSFORMA foi construir um percurso para revelar a potência artística de Badi Assad. Cada detalhe do espetáculo foi pensado para servir ao seu conceito central: a mudança e a transformação”, declara Deco Gedeon.
Do violão à própria linguagem
Nascida em São João da Boa Vista, Badi Assad cresceu em uma família em que o violão fazia parte do cotidiano. Seus irmãos Sérgio e Odair Assad formaram o Duo Assad, enquanto ela começou a trilhar seu caminho ainda adolescente. Aos 15 anos, dividiu o primeiro lugar no Concurso Jovens Instrumentistas, no Rio de Janeiro; aos 19, foi reconhecida como melhor violonista brasileira no Concurso Internacional Villa-Lobos; e, aos 20, representou o Brasil no Concurso Internacional de Viña del Mar, no Chile.
Em 1994, a revista Guitar Player a incluiu entre os 100 melhores artistas do mundo. No ano seguinte, a publicação a elegeu melhor violonista acústica, enquanto o álbum Rhythms foi escolhido como melhor CD de violão acústico do ano. A Classical Guitar também a apontou como um dos talentos que revolucionariam o uso do instrumento nos anos 1990.
A artista lançou discos pela norte-americana Chesky Records, realizou turnês internacionais e participou de festivais ao lado de Cassandra Wilson, Joe Cocker, Marisa Monte e Gilberto Gil. O álbum Wonderland, de 2006, foi incluído pela BBC entre os 100 álbuns que marcaram a história da emissora.
A reinvenção como caminho
No fim dos anos 1990, uma distonia focal comprometeu sua capacidade de tocar violão. Diante da possibilidade de não voltar ao instrumento, Badi reinventou sua forma de se apresentar, ampliou o espaço da voz e, mais tarde, reencontrou o violão para voltar aos palcos internacionais.
Ao longo da carreira, ela visitou cerca de cinquenta países, escreveu o livro Volta ao Mundo em 80 Artistas e tornou-se personagem do documentário Badi, premiado internacionalmente. No Rock in Rio, a trajetória ganha forma de show e reafirma a transformação como matéria de sua música.
Serviço
- TRANSFORMA — show de Badi Assad no Rock in Rio 2026
- Data: 12 de setembro
- Horário: 15h
- Local: Palco Village
- Músicos: Kevin Callahan, guitarras; Débora Gurgel, piano e teclado; Fábio Sá, baixo elétrico e acústico; Thiaguinho Silva, bateria; Victoria dos Santos, percussões
- Direção geral: Deco Gedeon
- Direção musical: Badi Assad e Débora Gurgel
- Figurino: Leandro Castro
- Criação e operação LED: Ani Haze
- Produção: Agência Sim
- Produções Manager: Tania Artur
