O envelhecimento e o uso de brincos pesados podem afinar, alongar e mudar a sustentação dos lóbulos das orelhas.
Os lóbulos das orelhas também envelhecem. Como não têm cartilagem e são formados principalmente por tecidos moles, podem perder espessura, firmeza e sustentação ao longo dos anos.
Com essas mudanças, a região pode ficar mais fina e alongada. O furo também pode se alterar, modificando a maneira como os brincos ficam posicionados.
“O lóbulo pode ficar mais fino, perder sustentação e começar a se alongar.”
De acordo com a dermatologista Joana Petito (CRM 5287226-0), da Harmonize Gold, os primeiros sinais podem passar despercebidos porque essa é uma região pouco observada no dia a dia.

O brinco muda de posição
Segundo a médica, muitas pessoas percebem a transformação quando o furo parece diferente ou quando um brinco usado há anos já não fica posicionado da mesma maneira.
“Muitas vezes a pessoa não percebe olhando para a própria orelha, mas nota que o furo mudou ou que aquele brinco que sempre usou já não fica posicionado da mesma maneira”, explica Joana.
O incômodo também chamou a atenção de Kris Jenner, que contou publicamente que o tamanho dos lóbulos havia se tornado uma insegurança. Antes de fazer uma redução cirúrgica, ela chegou a dizer que queria ter “orelhas bonitas”.
Nem todo caso pede o mesmo tratamento
A experiência de Abby Lee Miller, de Dance Moms, foi diferente. Depois de anos usando brincos pesados, ela percebeu que os furos estavam tão alongados que algumas peças já não ficavam corretamente posicionadas.
Aos 60 anos, Abby recorreu a um preenchimento com ácido hialurônico para devolver volume à região e classificou o resultado como “incrível”.
Para Joana, os dois casos mostram por que não existe uma única abordagem para o envelhecimento dos lóbulos. Quando o problema está principalmente relacionado à perda de espessura, firmeza e qualidade do tecido, os bioestimuladores de colágeno podem ser avaliados.
“O bioestimulador entra quando queremos trabalhar a qualidade e a sustentação daquele tecido por meio do estímulo de colágeno”, afirma a dermatologista.
A médica ressalta, porém, que o procedimento não substitui uma cirurgia quando existe excesso ou alongamento importante. Também não necessariamente substitui um preenchimento quando o que falta é volume.
“Primeiro precisamos entender o que mudou naquele lóbulo para depois escolher a abordagem mais adequada”, conclui Joana.
Serviço
- Dermatologista: Joana Petito, CRM 5287226-0.
- Empresa citada: Harmonize Gold.
