Sensação desagradável de falha ou aceleração no peito mobiliza consultas frequentes e exige atenção a sinais que demandam socorro de emergência.
Sentir o coração dar um pulo, falhar por um segundo ou disparar sem motivo aparente provoca enorme desconforto. Essa experiência fisiológica lidera as queixas que levam pacientes ao consultório. O termo palpitação abrange desde reações benignas ao estresse até quadros mais complexos.
A extrasístole acontece quando um estímulo elétrico precoce faz o coração contrair antes do tempo regular. Na maioria das vezes, ocorre em corações totalmente saudáveis.

O impacto das batidas antecipadas no peito
No topo da lista de relatos estão as extrasístoles. O paciente percebe uma batida antecipada acompanhada por uma breve pausa. Surge a sensação de soco ou falha no peito. O cardiologista Dr. Ricardo Ferreira Silva explica a origem do sintoma.
Fatores cotidianos potencializam esse fenômeno. Fadiga, consumo excessivo de cafeína, ingestão de álcool e privação de sono atuam como gatilhos frequentes.
Ansiedade e disfunções no ritmo das batidas
Logo em seguida surgem as taquicardias sinusais causadas por estresse ou ansiedade. Nesses quadros não há defeito na fiação elétrica cardíaca. O órgão apenas acelera em resposta a cargas de adrenalina. A batedeira também reage a desidratação, febre e uso de termogênicos.
Em terceiro lugar ficam as arritmias sustentadas, que pedem rigor no acompanhamento. A Fibrilação Atrial é mais comum em idosos e hipertensos. Já a Taquicardia Supraventricular pode afetar jovens sem histórico prévio. O ritmo cardíaco desordena ou acelera rapidamente sem motivo aparente.
A hora exata de procurar um pronto-socorro
A investigação médica precisa identificar a causa exata. Exames como eletrocardiograma e Holter de 24 horas capturam o momento da alteração. Quando o sintoma vem acompanhado de tontura, dor no peito, falta de ar ou desmaio, a busca por socorro urgente deve ser imediata.
O Dr. Ricardo Ferreira Silva iniciou sua formação em medicina na Universidade de Uberaba (MG). Concluiu a residência em Cardiologia no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo em 2011. Especializou-se em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo em 2014, com título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial.
O médico também possui especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva pelo Hospital do Coração de São Paulo e obteve doutorado pela Universidade de São Paulo em 2018. Em 2017, fundou o Centro Cardiológico em Uberaba. O serviço expandiu-se para São Paulo e atua em hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo.
