O avanço nos diagnósticos de câncer de mama em faixas etárias mais jovens acende um alerta para a necessidade de manter cuidados contínuos com a saúde ao longo de todo o ano.
Embora as ações de conscientização ganhem força durante o Outubro Rosa, a vigilância com o corpo não deve se restringir a um único período. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam a estimativa de 78.610 novos casos da doença no triênio de 2023-2026. O cenário exige atenção redobrada devido ao crescimento das ocorrências identificadas em mulheres com menor idade.
Sendo a neoplasia de maior incidência na população feminina, o rastreamento preventivo por meio da mamografia é fundamental. O procedimento é classificado na medicina como exame Padrão Ouro e não pode ser substituído por nenhum outro método.
Com a mamografia, conseguimos detectar os primeiros sinais do Câncer de Mama, como por exemplo, as calcificações agrupadas e os pequenos nódulos.

Sinais perceptíveis no corpo e os limites do autoexame
A mastologista da Unimed Araxá, Dra. Andrea Zeringota, destaca a importância da mulher desenvolver o hábito de realizar o autoexame para identificar precocemente alterações anatômicas. A observação constante permite notar sinais que exigem avaliação médica:
- Nódulos palpáveis e caroços na região da axila
- Retração ou hiperemia da pele
- Alterações no mamilo, como a inversão
Apesar de valioso para o autocuidado e para a percepção do próprio corpo, o autoexame não substitui o rastreamento mamográfico. A investigação completa necessita do acompanhamento do médico assistente para interpretar os resultados e solicitar exames complementares ou biópsia quando necessário.
Estilo de vida ativo e altas chances de recuperação
A prevenção primária do câncer envolve escolhas diárias e mudanças no estilo de vida. A recomendação dos profissionais de saúde para reduzir riscos inclui:
- Praticar 150 minutos de exercícios físicos por semana
- Manter uma dieta equilibrada
- Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso do tabaco
O diagnóstico precoce permanece como o fator determinante para o sucesso do tratamento. Quando a doença é descoberta em fases iniciais, o índice de cura chega a 95%. Conhecer o histórico familiar, realizar os exames preventivos de acordo com a faixa etária e buscar atendimento médico sem medo são atitudes essenciais para salvar vidas.
Créditos
Informações prestadas pela Dra. Andrea Zeringota de Castro, Mastologista da Unimed Araxá (RQE: 61731).
